Estratexias para a lingua galega no novo ano
Data de publicación: 4 de Xaneiro de 2006Category: denuncia, lingua, lugares, politica
O que reproduzo a seguir son algunhas ideas forza que recollin da boca de Brétemas, Víctor Freixanes e Anxo Quintela, nunhas xornadas celebradas o pasado día 22 na Verbum - Casa das palabras de Samil (Vigo).
- A loita contra o proceso de norteamericanización é unha idea moi asumida en toda Europa e moi pouco aquí, e cómpre explotala máis.
- O dixital, os novos soportes, é unha cuestión crucial para manter viva a lingua.
- A lectura en galego ten que ser un obxectivo político de benestar social, como no Reino Unido e Franza.
- Cómpre situar a lectura como o eixo transversal da nova lei de ensino.
- A literatura ten que ter presenza en espazos públicos, como fixeron con Joyce en Irlanda.
- Hai que asociar a lingua galega coa innovación, rachar e superar a asociación da lingua co fenómeno identitario e coa liturxia cultural, e incidir sobre novos espazos de comunicación.
- A lingua é un fenómeno de proximidade, e como tal ten que atender aos aspectos microsociais, á cotidianeidade, que malia ser un ámbito tradicional posúe fortes elementos de ósmose e porosidade sociais.
- Hai que ligar a lingua ao lecer da infancia, da mocidade e da xuventude, traballando en institucións non formais: os parques infantís, discotecas, etc… Hai que desescolarizar a lingua.
- A lingua galega é a modernidade. Os procesos históricos de renovación e de ilusión colectiva neste país están ligados ao idioma. Hai numerosos exemplos desde os ilustrados até o presente.
- Hai que potenciar o valor do distinto, do ser diferentes e orixinais, a través da lingua. A lingúa é un factor de identidade e de imaxe, é unha marca, que utilizada con convicción e de xeito conciliador nos sitúa no mapa e imprime calidade aos nosos produtos e servizos no mercado.
- A periferia desaparece coas novas tecnoloxías da información e da comunicación, por iso é clave acabar coa fenda dixital, que nos sitúa á cola do Estado en conexións domésticas á banda larga.
- A presenza en internet do idioma galego é relativamente moi alta, a pesar do anterior. Somos grandes produtores de contidos. Os sectores máis dinámicos e máis modernos son conscientes do valor da lingua.
- A lingua non é de esquerdas nin de dereitas, é de quen a traballa, a usa e a respecta. O País é plural.
- A internet e a radio (en menor medida) son os únicos dous medios de comunicación que poden crear comunidade arredor da lingua. A TV e os xornais non.
- O virtual e o real non teñen fronteira, e cada vez a separación esváese máis. Os dous mundos se retroalimentan.
- O do conflito normativo é unha batalla bizantina, e un fenómeno digno de estudio.
Cómo non coincidir! Subscribo todo punto por punto.
Esta anotación publicouse o Mércores 4 de Xaneiro de 2006 ás 11.30 am e arquivouse en denuncia, lingua, lugares, politica. Podes seguir os comentarios desta anotación a través do fluxo RSS 2.0. Podes deixar un comentario, ou deixar un rastro desde o teu propio sitio web.


6 comentarios a “Estratexias para a lingua galega no novo ano”
Un park ranger ?, curioso.
Bueno, que o galego siga adiante no futuro coa axuda de todos.
Feliz 2006.
Esse conhecido blog LLL esta falando bobagens.
creio ser fundamental que a estratégia para uma política da língua terá que ter em vista a sua difusão mundial, para que se integre num espaço comum de falantes e para que sub-valorize oas particularismos. uma política cultural e linguística de isolamento e autismo conduzirá à prevalência do castelhano e a uma dialectização folclórica. é preciso notar que o Português de Portugal é fruto também de opções políticas e culturais, sem o que estaria ainda hoje dividido em múltiplos falares regionais - que seriam, aliás, uma mera continuidade dos falares regionais galegos. em que ficamos: numa língua comum galego-portuguesa e brasileira, com os inevitáveis particularismos locais, que todas as línguas têm, ou
numa língua tão folclórica e pseudo-local como o caldo e a gaita?
De certo vou concordar consigo na necessidade de a projecção exterior tornar-se fundamental para o suceso interno das políticas normalizadoras.
As rações são muitas e variadas, e vão desde o facto de na globalização (econômica e social) os dois âmbitos estabelecer mais relações do que nunca antes, até a oportunidade que supõe para a Galiza sermos ponte entre o mundo hispano e o luso, o estar a meio caminho. Esta mestizagem oferece-nos a possibilidade de compreender os dois mundos e fazer de ponte entre eles. Em um outro artigo publicado pelo José Ramom Pichel em Vieiros falava-se do que aconteceu com a Irlanda entre os USA e o UK.
Quanto ao isolacionismo é um conceito que no debate lingüístico da Galiza é comunmente aplicado desde o re-interacionismo lingüístico a quen defende uma norma ou padrão diferente das já existentes no mundo lusófono.
Não sei se você relaciona isolacionismo com a questão da norma ou não. Eu não. Acho que a participação da Galiza nas relações propias do mundo da cultura e da comunicação em (galego-)português, na Lusofonia, é uma questão de vontade antes que de norma. De vontade da classe política galega e de educação da cidadania galega. Não acho estimulante nem integrador estabelecer diferenças pela grafia ou pola escolla dum outro padrão lingüístico, pre-existente ou novo.
O primeiro problema da lingua galega é interno à Galiza, é da sua população com o galego a respeito do castelhano (espanhol), da situação histórica de impossição e diglósia. O primeiro repto é ganhar espaço á lingua concorrente e afondar na difusão e conhecemento do mundo lusófono.
A folclorizão, de se consolidar, seráo resultado de um processo no que a população: a) não detenha a sua falta de compromiso com a lingua, b) não deixe sumir o seu sentimento de identidade galega, e c) não profundize nas relaçãos co mundo lusófono.
Mas não vai ser o resultado de uma escolha normativa, não quando menos se todos nos sentimos parte integrante do mesmo idioma: o galego-português.
É folclore o norueguês ou o dinamarquês, con uma população semelhante á galega, só por ter conflitos ou diferenças no âmbito da norma? Não sei se filologicamente escolhi os exemplos mais adequados, mas acho que se percebe bem o que quero dizer.
Uma aperta transoceânica em padrão de Lisboa (acho!)
Completamente de acordo. penso que será por aí que se pode avançar.
quanto ao padrão de Lisboa…a nós só nos tem feito mal…
a sua resposta ao meu comentário anterior merece mais que um simples aceno de concordância. por isso, volto com este novo comentário.
antes do mais, a língua é um espaço de compreensibilidade mútua entre todos os seus falantes, independentemente das escritas e das normas artificiais.ora, para quem fala o “galego”, o seu espaço de compreensibilidade mútua alcança, sem dificuldade nem dúvida, Portugal, o Brasil e a Lusofonia em geral. mais ainda,o espaço português de Entre-Douro-e-Minho, ao qual pertenço. jamais senti qualquer dificuldade de comunicação com os galegos, eu na minha fala e eles na sua.nem sentimos eu e eles que falássemos línguas diferentes.
mas é o “Galego” uma língua livre ou uma língua dominada?
ora, para falar uma língua dominada é necessário ultrapassar esse domínio. uma língua tem de trazer consigo o seu Prestígio, a sua Força Económica, a sua Autonomia,o seu Poder. quer dizer, quem fala o “Galego” e quer que os outros o falem tamém tem que oferecer prestígio e poder, nos domínios social, económico e político. hoje em dia, uma língua viva é uma língua de auto-determinação, é mais que uma língua pseudo-oficial e folclórica,viva por fora e morta por dentro, uma língua que ninguém quer falar na rua, nos bares ou nos centros comerciais, uma língua de labregos (assim pensarão os da cidade.
o Galego, língua da modernidade? sim, claro. mas de nada servirá o letreiro e o reclame se não for a língua da auto-determinação, nos domínios cultural, social e político. isso poderá significar o que os galegos quiserem que signifique, só não poderá significar submissão. a submissão implica o progressivo esmorecer e a morte prática da língua.
tamém teremos que nos entender sobre o que é o “Galego”: é a língua falada por todos os galegos? é a língua étnica e cultural dos galegos? ou é uma espécie de “crioulo” ou língua mestiça de português e castelhano, em que o primeiro é o substrato indígena e o segundo é a língua dominante?
fará qualquer sentido dar crédito a um “crioulo” desses, ou será preferível, separar as águas e apostar num bilinguismo assumido - como acontece em muitos Estados e em algumas Cidades do Mundo? o bilinguismo, se tiver que ser aceite, é preferível à “mestiçagem” e à “crioulização” que, em última análise, se traduz na absorção pela língua dominante, já que o “portunhol” não goza de qualquer prestígio em Portugal nem na Meseta.
e agora, sobre o integracionismo. há duas maneiras de o encarar: o integracionismo político e o integracionismo cultural e linguístico. aposto no segundo, mas aceito que outros apostem no primeiro. no entanto, tamém sei que o integracionismo cultural e linguístico tem que caminhar a par com outras múltiplas formas bilaterais de cooperação e desenvolvimento comum.
por agora, fico por aqui. talvez valha a pena continuar esta troca de opiniões.
aquele abraço–>