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	<title>Comentarios en: Estratexias para a lingua galega no novo ano</title>
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	<description>Talking with the Taxman about Poetry</description>
	<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 20:51:43 +0000</pubDate>
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		<title>By: o viajante</title>
		<link>http://calidonia.blogaliza.org/2006/01/04/estratexias-para-a-lingua-galega-no-novo-ano/#comment-52</link>
		<dc:creator>o viajante</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2006 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<description>a sua resposta ao meu comentário anterior merece mais que um simples aceno de concordância. por isso, volto com este novo comentário. 
antes do mais, a língua é um espaço de compreensibilidade mútua entre todos os seus falantes, independentemente das escritas e das normas artificiais.ora, para quem fala o "galego", o seu espaço de compreensibilidade mútua alcança, sem dificuldade nem dúvida, Portugal, o Brasil e a Lusofonia em geral. mais ainda,o espaço português de Entre-Douro-e-Minho, ao qual pertenço. jamais senti qualquer dificuldade de comunicação com os galegos, eu na minha fala e eles na sua.nem sentimos eu e eles que falássemos línguas diferentes.
mas é o "Galego" uma língua livre ou uma língua dominada?
ora, para falar uma língua dominada é necessário ultrapassar esse domínio.  uma língua tem de trazer consigo o seu Prestígio, a sua Força Económica, a sua Autonomia,o seu Poder. quer dizer, quem fala o "Galego" e quer que os outros o falem tamém tem que oferecer prestígio e poder, nos domínios social, económico e político. hoje em dia, uma língua viva é uma língua de auto-determinação, é mais que uma língua pseudo-oficial e folclórica,viva por fora e morta por dentro, uma língua que ninguém quer falar na rua, nos bares ou nos centros comerciais, uma língua de labregos (assim pensarão os da cidade.
o Galego, língua da modernidade? sim, claro. mas de nada servirá o letreiro e o reclame se não for a língua da auto-determinação, nos domínios cultural, social e político. isso poderá significar o que os galegos quiserem que signifique, só não poderá significar submissão. a submissão implica o progressivo esmorecer e a morte prática da língua.
tamém teremos que nos entender sobre  o que é o "Galego": é a língua falada por todos os galegos? é a língua étnica e cultural dos galegos? ou é uma espécie de "crioulo" ou língua mestiça de português e castelhano, em que o primeiro é o substrato indígena e o segundo é a língua dominante?
fará qualquer sentido dar crédito a um "crioulo" desses, ou será preferível, separar as águas e apostar num bilinguismo assumido - como acontece em muitos Estados e em algumas Cidades do Mundo? o bilinguismo, se tiver que ser aceite, é preferível à "mestiçagem" e à "crioulização" que, em última análise, se traduz na absorção pela língua dominante, já que o "portunhol" não goza de qualquer prestígio em Portugal nem na Meseta.
e agora, sobre o integracionismo. há duas maneiras de o encarar: o integracionismo político e o integracionismo cultural e linguístico. aposto no segundo, mas aceito que outros apostem no primeiro. no entanto, tamém sei que o integracionismo cultural e linguístico tem que caminhar a par com outras múltiplas formas bilaterais de cooperação e desenvolvimento comum.
por agora, fico por aqui. talvez valha a pena continuar esta troca de opiniões.
aquele abraço--&#62;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>a sua resposta ao meu comentário anterior merece mais que um simples aceno de concordância. por isso, volto com este novo comentário.<br />
antes do mais, a língua é um espaço de compreensibilidade mútua entre todos os seus falantes, independentemente das escritas e das normas artificiais.ora, para quem fala o &#8220;galego&#8221;, o seu espaço de compreensibilidade mútua alcança, sem dificuldade nem dúvida, Portugal, o Brasil e a Lusofonia em geral. mais ainda,o espaço português de Entre-Douro-e-Minho, ao qual pertenço. jamais senti qualquer dificuldade de comunicação com os galegos, eu na minha fala e eles na sua.nem sentimos eu e eles que falássemos línguas diferentes.<br />
mas é o &#8220;Galego&#8221; uma língua livre ou uma língua dominada?<br />
ora, para falar uma língua dominada é necessário ultrapassar esse domínio.  uma língua tem de trazer consigo o seu Prestígio, a sua Força Económica, a sua Autonomia,o seu Poder. quer dizer, quem fala o &#8220;Galego&#8221; e quer que os outros o falem tamém tem que oferecer prestígio e poder, nos domínios social, económico e político. hoje em dia, uma língua viva é uma língua de auto-determinação, é mais que uma língua pseudo-oficial e folclórica,viva por fora e morta por dentro, uma língua que ninguém quer falar na rua, nos bares ou nos centros comerciais, uma língua de labregos (assim pensarão os da cidade.<br />
o Galego, língua da modernidade? sim, claro. mas de nada servirá o letreiro e o reclame se não for a língua da auto-determinação, nos domínios cultural, social e político. isso poderá significar o que os galegos quiserem que signifique, só não poderá significar submissão. a submissão implica o progressivo esmorecer e a morte prática da língua.<br />
tamém teremos que nos entender sobre  o que é o &#8220;Galego&#8221;: é a língua falada por todos os galegos? é a língua étnica e cultural dos galegos? ou é uma espécie de &#8220;crioulo&#8221; ou língua mestiça de português e castelhano, em que o primeiro é o substrato indígena e o segundo é a língua dominante?<br />
fará qualquer sentido dar crédito a um &#8220;crioulo&#8221; desses, ou será preferível, separar as águas e apostar num bilinguismo assumido - como acontece em muitos Estados e em algumas Cidades do Mundo? o bilinguismo, se tiver que ser aceite, é preferível à &#8220;mestiçagem&#8221; e à &#8220;crioulização&#8221; que, em última análise, se traduz na absorção pela língua dominante, já que o &#8220;portunhol&#8221; não goza de qualquer prestígio em Portugal nem na Meseta.<br />
e agora, sobre o integracionismo. há duas maneiras de o encarar: o integracionismo político e o integracionismo cultural e linguístico. aposto no segundo, mas aceito que outros apostem no primeiro. no entanto, tamém sei que o integracionismo cultural e linguístico tem que caminhar a par com outras múltiplas formas bilaterais de cooperação e desenvolvimento comum.<br />
por agora, fico por aqui. talvez valha a pena continuar esta troca de opiniões.<br />
aquele abraço&#8211;&gt;</p>
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		<title>By: o viajante</title>
		<link>http://calidonia.blogaliza.org/2006/01/04/estratexias-para-a-lingua-galega-no-novo-ano/#comment-51</link>
		<dc:creator>o viajante</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<description>Completamente de acordo. penso que será por aí que se pode avançar.
quanto ao padrão de Lisboa...a nós só nos tem feito mal...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Completamente de acordo. penso que será por aí que se pode avançar.<br />
quanto ao padrão de Lisboa&#8230;a nós só nos tem feito mal&#8230;</p>
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		<title>By: Calidonia</title>
		<link>http://calidonia.blogaliza.org/2006/01/04/estratexias-para-a-lingua-galega-no-novo-ano/#comment-50</link>
		<dc:creator>Calidonia</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<description>De certo vou concordar consigo na necessidade de a projecção exterior tornar-se fundamental para o suceso interno das políticas normalizadoras.

As rações são muitas e variadas, e vão desde o facto de na globalização (econômica e social) os dois âmbitos estabelecer mais relações do que nunca antes, até a oportunidade que supõe para a Galiza sermos ponte entre o mundo hispano e o luso, o estar a meio caminho. Esta mestizagem oferece-nos a possibilidade de compreender os dois mundos e fazer de ponte entre eles. Em um outro &lt;a href="http://www.vieiros.com/opinion/opinion.php?id=47037&#38;Ed=1" rel="nofollow"&gt;artigo&lt;/a&gt; publicado pelo José Ramom Pichel em Vieiros falava-se do que aconteceu com a Irlanda entre os USA e o UK.

Quanto ao isolacionismo é um conceito que no debate lingüístico da Galiza é comunmente aplicado desde o re-interacionismo lingüístico a quen defende uma norma ou padrão diferente das já existentes no mundo lusófono.

Não sei se você relaciona isolacionismo com a questão da norma ou não. Eu não. Acho que a participação da Galiza nas relações propias do mundo da cultura e da comunicação em (galego-)português, na Lusofonia, é uma questão de vontade antes que de norma. De vontade da classe política galega e de educação da cidadania galega. Não acho estimulante nem integrador estabelecer diferenças pela grafia ou pola escolla dum outro padrão lingüístico, pre-existente ou novo.

O primeiro problema da lingua galega é interno à Galiza, é da sua população com o galego a respeito do castelhano (espanhol), da situação histórica de impossição e diglósia. O primeiro repto é ganhar espaço á lingua concorrente e afondar na difusão e conhecemento do mundo lusófono.

A folclorizão, de se consolidar, seráo resultado de um processo no que a população: a) não detenha a sua falta de compromiso com a lingua, b) não deixe sumir o seu sentimento de identidade galega, e c) não profundize nas relaçãos co mundo lusófono.

Mas não vai ser o resultado de uma escolha normativa, não quando menos se todos nos sentimos parte integrante do mesmo idioma: o galego-português.

É folclore o norueguês ou o dinamarquês, con uma população semelhante á galega, só por ter conflitos ou diferenças no âmbito da norma? Não sei se filologicamente escolhi os exemplos mais adequados, mas acho que se percebe bem o que quero dizer.

Uma aperta transoceânica em padrão de Lisboa (acho!)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De certo vou concordar consigo na necessidade de a projecção exterior tornar-se fundamental para o suceso interno das políticas normalizadoras.</p>
<p>As rações são muitas e variadas, e vão desde o facto de na globalização (econômica e social) os dois âmbitos estabelecer mais relações do que nunca antes, até a oportunidade que supõe para a Galiza sermos ponte entre o mundo hispano e o luso, o estar a meio caminho. Esta mestizagem oferece-nos a possibilidade de compreender os dois mundos e fazer de ponte entre eles. Em um outro <a href="http://www.vieiros.com/opinion/opinion.php?id=47037&amp;Ed=1" rel="nofollow">artigo</a> publicado pelo José Ramom Pichel em Vieiros falava-se do que aconteceu com a Irlanda entre os USA e o UK.</p>
<p>Quanto ao isolacionismo é um conceito que no debate lingüístico da Galiza é comunmente aplicado desde o re-interacionismo lingüístico a quen defende uma norma ou padrão diferente das já existentes no mundo lusófono.</p>
<p>Não sei se você relaciona isolacionismo com a questão da norma ou não. Eu não. Acho que a participação da Galiza nas relações propias do mundo da cultura e da comunicação em (galego-)português, na Lusofonia, é uma questão de vontade antes que de norma. De vontade da classe política galega e de educação da cidadania galega. Não acho estimulante nem integrador estabelecer diferenças pela grafia ou pola escolla dum outro padrão lingüístico, pre-existente ou novo.</p>
<p>O primeiro problema da lingua galega é interno à Galiza, é da sua população com o galego a respeito do castelhano (espanhol), da situação histórica de impossição e diglósia. O primeiro repto é ganhar espaço á lingua concorrente e afondar na difusão e conhecemento do mundo lusófono.</p>
<p>A folclorizão, de se consolidar, seráo resultado de um processo no que a população: a) não detenha a sua falta de compromiso com a lingua, b) não deixe sumir o seu sentimento de identidade galega, e c) não profundize nas relaçãos co mundo lusófono.</p>
<p>Mas não vai ser o resultado de uma escolha normativa, não quando menos se todos nos sentimos parte integrante do mesmo idioma: o galego-português.</p>
<p>É folclore o norueguês ou o dinamarquês, con uma população semelhante á galega, só por ter conflitos ou diferenças no âmbito da norma? Não sei se filologicamente escolhi os exemplos mais adequados, mas acho que se percebe bem o que quero dizer.</p>
<p>Uma aperta transoceânica em padrão de Lisboa (acho!)</p>
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		<title>By: o viajante</title>
		<link>http://calidonia.blogaliza.org/2006/01/04/estratexias-para-a-lingua-galega-no-novo-ano/#comment-49</link>
		<dc:creator>o viajante</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2003 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<description>creio ser fundamental que a estratégia  para uma política da língua terá que ter em vista a sua difusão mundial, para que se integre num espaço comum de falantes e para que sub-valorize oas particularismos. uma política cultural e linguística de isolamento  e autismo conduzirá à prevalência do castelhano e a uma dialectização  folclórica. é preciso notar que o Português de Portugal é fruto também de opções políticas e culturais, sem o que estaria ainda hoje dividido em múltiplos falares regionais - que seriam, aliás, uma mera continuidade dos falares regionais galegos. em que ficamos: numa língua comum galego-portuguesa e brasileira, com os inevitáveis particularismos locais, que todas as línguas têm, ou
numa língua tão folclórica e pseudo-local como o caldo e a gaita?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>creio ser fundamental que a estratégia  para uma política da língua terá que ter em vista a sua difusão mundial, para que se integre num espaço comum de falantes e para que sub-valorize oas particularismos. uma política cultural e linguística de isolamento  e autismo conduzirá à prevalência do castelhano e a uma dialectização  folclórica. é preciso notar que o Português de Portugal é fruto também de opções políticas e culturais, sem o que estaria ainda hoje dividido em múltiplos falares regionais - que seriam, aliás, uma mera continuidade dos falares regionais galegos. em que ficamos: numa língua comum galego-portuguesa e brasileira, com os inevitáveis particularismos locais, que todas as línguas têm, ou<br />
numa língua tão folclórica e pseudo-local como o caldo e a gaita?</p>
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		<title>By: Jo Lorib</title>
		<link>http://calidonia.blogaliza.org/2006/01/04/estratexias-para-a-lingua-galega-no-novo-ano/#comment-48</link>
		<dc:creator>Jo Lorib</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2003 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<description>Esse conhecido &lt;a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/01/lnguas-vivas-e-lnguas-mortas.html" rel="nofollow"&gt;blog LLL&lt;/a&gt; esta falando bobagens.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esse conhecido <a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/01/lnguas-vivas-e-lnguas-mortas.html" rel="nofollow">blog LLL</a> esta falando bobagens.</p>
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		<title>By: acedre</title>
		<link>http://calidonia.blogaliza.org/2006/01/04/estratexias-para-a-lingua-galega-no-novo-ano/#comment-47</link>
		<dc:creator>acedre</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2003 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<description>Un park ranger ?, curioso.
Bueno, que o galego siga adiante no futuro coa axuda de todos.
Feliz 2006.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Un park ranger ?, curioso.<br />
Bueno, que o galego siga adiante no futuro coa axuda de todos.<br />
Feliz 2006.</p>
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